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Liderar e comunicar com emojis

Há algum tempo, num projeto de mentoring grande para uma multinacional, em que facilitei formação e mentoring para Portugal, Europa e América Latina, esta pergunta surgiu: “Anabela, é correto usar, como líder, na minha comunicação profissional, emojis?”. A minha reação foi tranquila: eu realmente uso de uma forma natural que nem questiono. Mas era importante para este líder saber. Não tendo uma opinião formada imediata, fui estudar, investigar mais sobre o assunto, questionar em fóruns e falar com mais pessoas. Ainda assim a interrogação continuou na minha cabeça.

Como um pouco de história nunca fez mal a ninguém (antes pelo contrário) vamos a um pouco de história e também estória: hoje, dia 17 de julho é o Dia Mundial do Emoji (sim, tem um dia mundial!). A data de 17 de julho foi escolhida por Jeremy Burge, criador da base de dados Emojipedia, porque essa foi a data que apareceu no calendário emoji do sistema operativo iOS da Apple.

Sabendo disso, e como pouca coisa hoje é inocente, fui mais a fundo no que diz respeito às representações visuais de emoções, animais, viagens, objetos, entre muitas outras coisas.

Pude perceber uma série de coisas mais a fundo nesta minha pesquisa. Antes de tudo, é necessário compreender as nossas modalidades sensoriais ou sistemas de representação. Estes são os diferentes canais através dos quais representamos a informação, usando para isso os nossos sentidos: visual, auditivo, cinestésico, olfativo e gustativo. Estes representam também o nosso estilo preferido de como nos exprimimos no mundo: tipo de linguagem, tonalidade e expressão corporal.

Todos nós usamos os (maiores) três sistemas de representação existentes: o visual, o auditivo e o cinestésico; no entanto, aquele que utilizamos mais (o dominante) irá influenciar a nossa comunicação.

Sabendo isto, descobri que devido a uma série de fatores, nomeadamente todos os estímulos visuais que temos todos os dias, o sistema de representação predominante e dominante na nossa sociedade é mesmo o sistema visual.

Acredito que esta informação é bem antiga e histórica ou não daríamos tanto relevo a hieróglifos e pinturas rupestres (até aos dias de hoje). Mas claro, de forma bem mais polida surgem os emojis.

Voltando agora à questão inicial de um líder comunicar e usar esta simbologia: do meu ponto de vista e depois de ter feito este trabalho prévio de análise, diria um grande SIM! Devem usar sim. E devem usar por várias razões bem positivas:

Facilitar a comunicação;

Aligeirar situações mais difíceis e pesadas;

Dar alegria à comunicação;

Melhorar a comunicação (principalmente com pessoas muito visuais);

Gerar empatia e rapport;Comunicar emoções (algumas difíceis de comunicar)

Como em tudo na vida, há um equilibro, uma elegância e um balanço inerente ao uso de emojis (não estou a falar do “politicamente correto”, estou a falar mesmo de um uso adequado e com discernimento). Se tiver dúvidas no uso, há manuais de “netiquette” disponíveis para consulta online.

Conclusões que posso tirar das comunicações que recebo todos os dias com emojis: sinto-me mais perto dessa pessoa, sinto que a estou a “ver” e sinto também que a mensagem é mais dinâmica. É isso: sinto! Está tudo dito, não está?

“Emoji-se”! Vai ver que a sua comunicação vai ganhar mesmo muito com isso!

Publicado na Revista Líder, aqui: https://lidermagazine.com.pt/liderar-e-comunicar-com-emojis/

Anabela Moreira | HR Consultant, Coaching, Copywriting, Mentoring and Training

Viajou por muitos países, conheceu muitas pessoas e muitos lugares. Aprendeu com todas as pessoas que observou e com quem conversou. Trabalhou em Portugal, na Bélgica, nos EUA e em Angola. Hoje desenvolve o seu trabalho na área da gestão de pessoas (recursos humanos), formação, coaching e mentoring. E escrita, adora escrever. Assumiu diferentes funções e colaborou com empresas em diferentes estados de maturação, quer em ambiente nacional, quer internacional. Desempenhou funções relacionadas com: gestão do talento e tarefas inerentes; gestão de recursos humanos em sentido lato e formação e desenvolvimento. A nível académico, estudou direito na Universidade de Coimbra, mas foi em Psicologia e no Porto que encontrou a sua verdadeira vocação. É certificada em Coaching, PNL e estuda todos os dias mais um pouco, vê mais um pouco, ouve mais um pouco para poder ser mais cultivada. Hoje gere a UpTogether Consulting e trabalha com pessoas, para pessoas. Faz programas de shaping leaders e reshaping leaders e gosta muito do que faz. Costuma dizer às crianças que forma enquanto voluntária em educação para os direitos humanos: “quando mais soubermos, quanto mais conhecemos e sentimos, menos somos enganados”. Enfrenta cada dia com uma enorme alegria que é simples de ver e sentir!

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