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Atestados médicos necessários à contratação em RH: idade

Atestados médicos necessários à contratação em RH: Um atestado médico que ateste que a idade não limita a capacidade de entrega e de trabalho de ninguém.

Li há muito tempo: “Age only matters if you are cheese, wine or scotch”. Não sei de quem é esta frase nem consigo atribuir a nenhum autor. Adoro, mas está errada.

A idade é um forte motivo de exclusão de muita coisa, mas principalmente de relações humanas, sociais e profissionais. Aqui vamos falar das profissionais.

Eu já ouvi numa entrevista tendo 40 anos: “é muito nova para ser diretora e muito sénior para ser técnica”. Sou?

Na saga de que somos muito novos ou muito velhos no mercado de trabalho, gostaria de saber: somos, na cabeça de quem?

O artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa que nos fala do Princípio da igualdade diz-nos no seu n.º 1: Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

O mesmo artigo diz-nos também: “Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”. Penso que não necessitamos de pedir para incluir a idade neste ponto. Ou precisamos?

Penso também que não é preciso ser ensinada pelo Prof. Gomes Canotilho ou pelo Prof. Vital Moreira para aprender a ler benignamente este artigo da CRP. Ou é preciso?

Saia já uma formação em direitos fundamentais e direitos humanos para 95% dos recrutadores e recursos humanos em Portugal!

Considerando que já fui discriminada diretamente pela minha pronúncia do Porto em Lisboa, começo a achar a idade uma coisa ligeira.

Há quem diga que sou uma lírica e devo ser. Acreditar que não é a idade que limita a nossa condição de trabalhador impecável, motivado e dedicado é realmente algo muito lírico, para ser cantado em qualquer ópera em que a protagonista é uma sonhadora…

Ora bem, por graça e sem graça, vou começar a anexar ao meu CV um atestado médico em que atesta que “Ana Moreira, portadora do Cartão do Cidadão e nascida no dia 2/12/1977 está apta a desempenhar qualquer função para a qual se propõe”. Já que a nossa capacidade é inúmeras vezes medida pelas referências que temos de coisas que fizemos, acho que se for referenciada pelo meu médico de família (que não tenho porque não há médicos de família para toda a população nacional e por isso estou em lista de espera). Claro que vou pedir para o médico/a passar isto em computador porque não há paciência para médicos que escrevem como se estivessem a ter um ataque cardíaco. Já para ler 2 páginas de CV não há paciência, então para um atestado em letra de médico? Não há mesmo!

Ora bem, coisas boas da idade (de ter muita idade para um posto de trabalho):

– Maturidade para ver muitas questões do seu avesso (e do direito também);

– Capacidade de trazer conhecimentos novos e incríveis para uma organização;

– Capacidade para resolver problemas (been there, done that (several times) and got the shirt!) complexos só para quem nunca os viveu;

– Sentido crítico apurado e observação apurada (a vida e a idade trazem coisas muito boas).

– Outras… Poderia fazer uma enorme lista na verdade.

Ora bem, coisas boas da idade (de ter falta de idade e ser júnior para um trabalho):

– Capacidade de ter fascínio por todas as descobertas;

– Uma vontade enorme de aprender e fazer mais;

– Conhecimentos frescos e inovadores;

– Outras… Poderia fazer uma enorme lista na verdade.

Tem tempo para formar para a sua visão, missão, valores? Contrate um júnior. Quer resolver problemas e não tem tempo? Contrate um sénior.

Em qualquer idade tem pessoas incríveis!

Por isso, contrate eticamente e bem. Dispense atestados médicos. Em qualquer idade!

Publicado no Linkedin: https://tinyurl.com/y23mj5e4

Anabela Moreira HR Consultant, Coaching, Copywriting, Mentoring and Training

Viajou por muitos países (49 à data de hoje), conheceu muitas pessoas e muitos lugares. Aprendeu com todas elas. Trabalhou em Portugal, na Bélgica, nos EUA e em Angola. Hoje desenvolve o seu trabalho na área da gestão de pessoas (recursos humanos), formação, coaching e mentoring. Assumiu diferentes funções e colaborou com empresas em diferentes estados de maturação, quer em ambiente nacional, quer internacional. Desempenhou funções relacionadas com: recrutamento & seleção; gestão do talento; administração de RH; formação e desenvolvimento. A nível académico, estudou direito na Universidade de Coimbra, mas foi na Psicologia e no Porto que encontrou a sua verdadeira vocação. É certificada em Coaching, PNL e estuda todos os dias mais um pouco, vê mais um pouco, ouve mais um pouco para poder ser mais cultivada. Segundo ela “quando mais soubermos, menos somos enganados” e é isto que ensina aos miúdos nas escolas como voluntária. Adora o que faz e isso vê-se!

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